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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

As leis...

Acabei de assistir a um surpreendente fenómeno da natureza.

Estava sentada na esplanada, debaixo de um mega pinheiro, quando de repente caiu um passarinho pequenino aos meus pés. Coitadinho, ainda não sabia voar… suponho que tenha caído do ninho. Ouço um canto de desespero… Com certeza que era a mãe, saiu do pinheiro e voava e piava que nem uma louca. Peguei no passarinho e pu-lo mais à vista, na esperança que a mãe o visse. E viu. Quando o encontrou, pousou ao pé dele e quando tudo parecia estar a correr bem aparece um gato. Sim, um gato. É fácil de imaginar o que aconteceu. No entanto, a mãe do passarinho ainda tentou fazer alguma coisa pelo seu filhote e começou novamente a piar desesperadamente até que apareceram mais uns 12 pássaros para a tentar socorrer. Andavam todos doidos a voar de um lado para o outro sem saberem o que fazer. Mas já nada podia ser feito. É a lei da natureza!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

escrevo para não falar

“No teu deserto”, assim se chama o último livro de Miguel Sousa Tavares. É quase um romance, como o próprio escritor diz. Mas mais do que isso é um livro de viagens, faz-nos entrar na história, na viagem, no deserto. Ao virar de cada página, aumenta a ansiedade e quando pensamos estar no auge de toda a história, tudo termina e da pior maneira possível.

Miguel Sousa Tavares usa cada expressão, cada frase que nos faz parar de ler e ficar uns segundos a pensar em cada palavra. Gostei sobretudo quando ele diz que “ escrever é usar as palavras que se guardaram: se tu falares de mais, já não escreves, porque não te resta nada para dizer.”

Eu falo muito e conto quase tudo, basta ver por este blogue que descreve praticamente a minha vida. Alguém disse há muito pouco tempo que eu sou um “livro aberto”. E até sou. Gosto de falar de mim, das minhas aventuras e colocar sempre um pozinho de piada e noutros casos de desespero em tudo o que me acontece. No entanto, guardo muito do meu intimo para mim. Não consigo revelar o que vai no meu ser e por isso muitas vezes apareço aqui, no blogue, a divagar sobre sentimentos e pensamentos. Porque o mais importante fica sempre por dizer. Então escrevo e fico aliviada.

E hoje é um daqueles dias em que podia escrever muito sobre coisas que nunca falei. Sim, hoje é o dia 22 de Julho, podia dizer o que este dia significa. Ninguém sabe, mas ultimamente cada dia 22 de cada mês têm uma importância especial. Não só porque tenho um número preferido, e que por acaso é o 22, mas também por outras coisas mais, que não vale a pena dizer agora. Talvez um dia escreva sobre isso. Até lá estas palavras ficam guardadas.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Tudo ou nada

Gosto quando estou contigo.

Gosto de ti quando estamos separados.

Sinto-me bem quando me abraças ou quando ralhas comigo.

Já não me faz diferença quando me apetece dar-te duas chapadas ou quando me apetece fazer sexo contigo.

Não me incomoda quando falas comigo todos os dias ou quando passas semanas sem dizer nada.

Fico serena quando és bruto comigo, quando penso que estás com outras gajas, quando me tratas bem e quando me mentes.

Estou bem porque já fazes parte de mim , porque independentemente de tudo, és um amigo. A paixão passa mas a amizade fica!!!

Descobriste-me e estou contente por isso;)

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Boa escolha!!!

O MENOR CONTO DE FADAS DO MUNDO.
Era uma vez uma linda rapariga que perguntou a um lindo rapaz:
- Queres casar comigo?
Ele respondeu:
- NÃO!!!!
E a mulher viveu feliz para sempre, viajou pelo mundo, fez compras, conheceu muuuuitos outros rapazes, foi morar na praia, trocou de carro, redecorou sua casa, sorria e estava sempre de bom humor, pois não tinha sogra, não tinha que lavar, passar, não tinha ninguém para dar satisfações sobre onde ia ou a que horas voltaria, nunca lhe faltava nada, bebia champanhe com as amigas sempre que estava com vontade e ninguém mandava nela.
O rapaz: ficou barrigudo, careca, o pirilau caiu, o rabinho murchou, ficou sozinho e triste, pois nenhum homem constrói nada sem uma MULHER.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Conto

Já havia vários dias que não se viam. Ela estava cheia de saudades e nas últimas noites não parava de sonhar com ele. Respeitava o facto de ele não a procurar constantemente, afinal ele sempre fora muito ausente. No entanto, iam mantendo contacto e sabiam que faziam parte da vida um do outro.
Ele também sentia a falta dela, apesar de não o demonstrar e nem sofrer tanto quanto ela. As mulheres necessitam sempre de muita atenção, por mais que a tenham nunca acham que é o suficiente. É um defeito de todas elas.
Mas hoje, ele mais que nunca precisava dela. Decidiu aparecer de surpresa. Toca a campainha e ela abre a porta.
Ela tinha acabado de tomar banho, já estava vestida mas ainda com o cabelo molhado e com um cheiro intenso àquele gel duche que ele tanto gostava.
"Tu aqui?" - diz ela esboçando um sorriso de orelha a orelha.
"Hoje tinha mesmo que vir. Preciso de ti." – diz ele com um ar sério.
De repente, ele agarra-a e beija-a desesperadamente. Pega nela ao colo e encosta-a bruscamente contra a parede. Eles precisam um do outro com urgência.
Começa a despi-la. Ambos estão excitados, as respirações estão ofegantes, os cheiros deles confundem-se e a paixão que sentem um pelo outro aumenta a cada instante, a cada toque.
Trocam carícias e juras de amor.
Tudo acontece naquela sala.
"Contigo é tudo tão especial" - diz ele.
"Diz-me que voltas." - diz ela.
"E tu diz-me que vais estar à minha espera!" – diz ele.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Aprende-se melhor a liçao quando se tiram apontamentos...

sábado, 4 de julho de 2009

A explicação!!

Post para mulheres (apesar de não ter sido pensado por mim pode servir de explicação):

Por que é que as mulheres demoram tanto tempo quando vão à casa de banho?

O grande segredo de todas as mulheres a respeito da casa de banho é que, quando eras pequenina, a tua mamã levava-te à casa de banho, ensinava-te a limpar o tampo da sanita com papel higiénico e depois punha tiras de papel cuidadosamente no perímetro da sanita.

Finalmente instruía-te: "nunca, nunca te sentes numa casa de banho pública!" E depois ensinava-te a "posição", que consiste em balançar-te sobre a sanita numa posição de sentar-se sem que o teu corpo tenha contacto com o tampo.

"A Posição" é uma das primeiras lições de vida de uma menina, importante e necessária, que nos acompanha para o resto da vida. Mas ainda hoje, nos nossos anos de maioridade, "a posição" é dolorosamente difícil de manter, sobretudo quando a tua bexiga está quase a rebentar.

Quando TENS de ir a uma casa de banho pública, encontras uma fila enorme de mulheres que até parece que o Brad Pitt está lá dentro. Por isso, resignas-te a esperar, sorrindo amavelmente para as outras mulheres que também cruzam as pernas e os braços, discretamente, na posição oficial de “tou aqui tou-me a mijar!”.

Finalmente é a tua vez! E chega a típica "mãe com a menina que não aguenta mais” (a minha filhota já não aguenta mais, desculpe, vou passar à frente, que pena!). Então verificas por baixo de cada cubículo para ver se não há pernas. Estão todos ocupados.

Finalmente, abre-se um e lanças-te lá para dentro, quase derrubando a pessoa que ainda está a sair. Entras e vês que a fechadura está estragada (está sempre!); não importa… Penduras a mala no gancho que há na porta… QUAAAAAL? Nunca há gancho!!

Inspeccionas a zona, o chão está cheio de líquidos indefinidos e fétidos, e não te atreves a pousá-la lá, por isso penduras a mala no pescoço enquanto vês como balança debaixo de ti, sem contar que a alça te desarticula o pescoço, porque a mala está cheia de coisinhas que foste metendo lá para dentro, durante 5 meses seguidos, e a maioria das quais não usas, mas que tens no caso de… Mas, voltando à porta… como não tinha fechadura, a única opção é segurá-la com uma mão, enquanto com a outra baixas as calças num instante e pões-te “na posição”…

AAAAHHHHHH… finalmente, que alívio… mas é aí que as tuas coxas começam a tremer… porque nisto tudo já estás suspensa no ar há dois minutos, com as pernas flexionadas, as cuecas a cortarem-te a circulação das coxas, um braço estendido a fazer força na porta e uma mala de 5 quilos a cortar-te o pescoço!

Gostarias de te sentar, mas não tiveste tempo para limpar a sanita nem a tapaste com papel; interiormente achas que não iria acontecer nada, mas a voz da tua mãe faz eco na tua cabeça “nunca te sentes numa sanita pública”, e então ficas na “posição de aguiazinha”, com as pernas a tremer… e por uma falha no cálculo de distâncias, um finííííssimo fio do jacto salpica-te e molha-te até às meias!!

Com sorte não molhas os sapatos… é que adoptar “a posição” requer uma grande concentração e perícia. Para distanciar a tua mente dessa desgraça, procuras o rolo de papel higiénico, maaaaaaaaaaas não hááááá!!! O suporte está vazio!

Então rezas aos céus para que, entre os 5 quilos de bugigangas que tens na mala, pendurada ao pescoço, haja um miserável lenço de papel… mas para procurar na tua mala tens de soltar a porta… ???? Duvidas um momento, mas não tens outro remédio. E quando soltas a porta, alguém a empurra, dá-te uma trolitada na cabeça que te deixa meio desorientada mas rapidamente tens de travá-la com um movimento rápido e brusco enquanto gritas OCUPAAAAAADOOOOOOOOO!!

E assim toda a gente que está à espera ouve a tua mensagem e já podes soltar a porta sem medo, ninguém vai tentar abri-la de novo (nisso as mulheres têm muito respeito umas pelas outras).

Encontras o lenço de papel!! Está todo enrugado, tipo um rolinho, mas não importa, fazes tudo para esticá-lo; finalmente consegues e limpas-te. Mas o lenço está tão velho e usado que já não absorve e molhas a mão toda; ou seja, valeu-te de muito o esforço de desenrugar o maldito lenço só com uma mão.

Ouves algures a voz de outra velha nas mesmas circunstâncias que tu “alguém tem um pedacinho de papel a mais?” Parva! Idiota!

Sem contar com o galo da marrada da porta, o linchamento da alça da mala, o suor que te corre pela testa, a mão a escorrer, a lembrança da tua mãe que estaria envergonhadíssima se te visse assim… porque ela nunca tocou numa sanita pública, porque, francamente, tu não sabes que doenças podes apanhar ali, que até podes ficar grávida (lembram-se??)…. Estás exausta! Quando páras já não sentes as pernas, arranjas-te rapidíssimo e puxas o autoclismo a fazer malabarismos com um pé, muito importante!

Depois lá vais pró lavatório. Está tudo cheio de agua (ou xixi? lembras-te do lenço de papel…), então não podes soltar a mala nem durante um segundo, pendura-la no teu ombro; não sabes como é que funciona a torneira com os sensores automáticos, então tocas até te sair um jactozito de água fresca, e consegues sabão, lavas-te numa posição do corcunda de Notre Dame para a mala não resvalar e ficar debaixo da água.

Nem sequer usas o secador, é uma porcaria inútil, pelo que no fim secas as mãos nas tuas calças – porque não vais gastar um lenço de papel para isso – e sais…

Nesse momento vês o teu namorado, ou marido, que entrou e saiu da casa de banho dos homens e ainda teve tempo para ler um livro de Jorge Luís Borges enquanto te esperava.

“Mas por que é que demoraste tanto?” - pergunta-te o idiota.

“Havia uma fila enorme” - limitas-te a dizer.

E é esta a razão pela qual as mulheres vão em grupo à casa de banho, por solidariedade: uma segura-te na mala e no casaco, a outra na porta e a outra passa-te o lenço de papel debaixo da porta, e assim é muito mais fácil e rápido, pois só tens de te concentrar em manter “a posição” e a dignidade.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Histórias de desamores

As vidas amorosas dos dias de hoje:

A Maria morre de amores pelo Pedro e o Zé acha imensa piada à Maria. Por sua vez o Pedro namora há 3 anos com a Joana que sempre sentiu uma espécie de amor platónico pelo João. A Teresa acabou de trair o João com o António e está profundamente arrependida, porque só agora percebeu o quanto gosta dele. Já o João está a pensar voltar para a sua ex-namorada Sara, que nunca o esqueceu. O António gosta da sua melhor amiga Ana, que por acaso acabou de terminar o seu namoro com o Rui. A Rita gosta de variar de homem para homem e está neste momento a tentar dar a volta ao Rui. No entanto, o Rui já anda a fazer olhinhos à Luísa que chora todos os dias por o Joaquim não lhe ligar nenhuma. A Marisa já namorou com o Joaquim, mas neste momento está a viver uma paixão intensa com o André.

sexta-feira, 21 de março de 2008

Jantarada

Ontem tive uma jantarada só de “fêmeas”. Foi brutal! Éramos todas colegas de secundário e algumas delas nunca mais as tinha visto desde esse tempo. Inicialmente estávamos todas um pouco retraídas. A bebida começa a chegar e nós cada vez mais risonhas e conversadoras. Começamos por falar das nossas vidas actualmente, umas já com namorado, outras à procura dele. Algumas tristes porque acabam o curso e outras desesperadas porque nunca mais vêem fim aos estudos. Bem, a certa altura começamos a falar do passado. E aqui é que a coisa descambou… Pois é… Os nossos 15, 16, 17 aninhos… A perda da virgindade, a viagem de finalistas, as aulas, aquelas sextas-feiras à tarde no fora d´horas, entre tantas aventuras pelas quais passamos. Que saudades desse tempo!!! Claro que, para não variar, o tema central da noite foi “Homens”. Desabafámos todas, contámos experiências (homens mais velhos, homens mais novos… o que será melhor?) e, mesmo já com o álcool a tomar um pouco conta de nós, aconselhamo-nos umas às outras. Foi um jantar muito agradável e espero repetir muito em breve. E tudo isto para dizer o grande brinde da noite : “ Brindemos aos cavalos, aos homens e a nós mulheres que montamos esses dois belos animais” Lindo!!!