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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Carrossel

A minha pele transpira o teu cheiro, o meu coração ainda bate no impulso das tuas mãos nas minhas costas, as bocas desafiando-se mais e mais, mordendo-se de ódio por se amarem. Adormeci e senti-te de novo, acordo e não sei se te vivi ou apenas te sonhei, o que somos parece a mais louca fantasia, obsessão disputada a quatro mãos, nunca realidade. O que quero não é a ti mas o rodopiar do vestido quando dançamos, o verde ofuscante no escuro da pista, a música que enrola o cabelo e enlouquece as pernas. Deixa-me girar sempre em ti, só sou vida quando te amo.
LetraSoltas

domingo, 15 de novembro de 2009

Mesa de cabeceira

Leituras a meio...
Em cima da minha mesinha de cabeceira:
...à espera de ter disponibilidade para colocar a minha leitura em dia...

domingo, 1 de novembro de 2009

Culturalmente falando

Foram os meus últimos investimentos =)

domingo, 18 de outubro de 2009

Máfia Lusitana

Todos os dias, por esse país fora, são depositadas ilegalmente centenas de toneladas de resíduos tóxicos e de lamas de depuração em aterros clandestinos, situados em plena natureza (incluindo em reservas ecológicas nacionais e demais espaços naturais).

A Ecomáfia Lusitana recorre a uma vasta teia de cumplicidades e de interesses: grandes industriais e municípios que concedem lucrativos mercados a firmas que não têm capacidade para gerir esses resíduos e empresas de camionagem que participam no esquema. Como se não bastasse, as autoridades pouco ou nada fazem.

Os malfeitores não poluem apenas os solos e as águas. As análises dos resíduos revelam a existência de compostos que provocam cianose, mutações genéticas profundas, alteração do sistema reprodutor, malformações graves, cancro. E, em alguns casos, a morte.

Onde há urgência há quase sempre crime mais ou menos organizado. Em Nápoles, a Camorra ,a máfia local, transforma os resíduos em ouro. Em Portugal, a máfia não tem só um nome, mas a situação é idêntica. Ou quase, para mal do ambiente, da saúde pública e da credibilidade das instituições do Estado.

"Máfia Lusitana" é uma reportagem de investigação do jornalista Rui Araújo, com imagem de João Franco, Rui Pereira e Ricardo Silva, montagem de Carlos Lopes.

Foi emitida Sexta-Feira, dia 16 de Outubro, a seguir ao Jornal Nacional no Repórter TVI e pode ser vista aqui.

Vale mesmo a pena ver.

domingo, 11 de outubro de 2009

Ainda um não à racionalidade

Estou mesmo viciada no Manifesto Contra a Racionalidade. Já li e reli. Ouvi e voltei a ouvir (o Fernando Alvim fez o favor de o ler e muito bem lido).
Aqui fica:
Vou imprimir o manifesto, colocá-lo na parede do meu quarto e olhar para ele todos os dias.

sábado, 10 de outubro de 2009

Um não à racionalidade!

Vi no blogue do PL e recomendo vivamente a leitura de Manifesto contra a racionalidade.

"O amor há muito que foi morto pela racionalidade. Quando falo de amor não falo de paixão, porque essa até mantém alguma da sua irracionalidade – o seu principal elemento diferenciador em relação ao amor."

"A amizade é a água tónica a fervilhar num copo com gelo cheio de gin. O gelo por si apenas sara as feridas, o gin é áspero de mais para ser bebido sozinho e a água tónica por si só é apenas aparência..."

"Respeitar um familiar é sermos irracionais, é pegarmos no nosso pai que é do Benfica, sendo nós do Sporting, e levá-lo à Luz a ver um jogo..."

"As crianças são o futuro, o amanhã. Tretas."

"O trabalho serve para pagar as contas, e porque assim tem que ser. Se não houvesse trabalho, o que é impossível, tanto melhor. Mas como é necessário então tudo bem, façamos um esforço."

"Ai que horror que os irracionais só querem e só pensam no sexo. Vamos lá todos promover o sexo desmedido, com ou sem preservativo, nos bares, nas cabines telefónicas, nas sacristias, nas camas, nos bordeis e nos lençóis do vizinho. Nada disso, isso é estupidez, não é irracionalidade."

"...são os nossos poemas e quando os escrevemos depositamos lá algo de nós. Trata-se de um bocadinho dos nossos sentimentos que oferecemos a uma folha de papel – se os oferecemos é porque os devemos partilhar. Acham irracional? Ainda bem, é esse o objectivo. "

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

... de luxo!!!

Li na Focus um artigo sobre acompanhantes de luxo. Sinceramente não considero esta actividade seja aquele tipo de prostituição vulgar e portanto não condeno, em nada, as senhoras que a praticam. Elas têm formação, cultura, sabem estar e, ainda por cima, devem ser muito boas amantes... sim, mulheres sem quaisquer tabus. E além de tudo isto, não se envolvem com aqueles "novos ricos" que normalmente são broncos, mal educados, que não sabem falar e nem sabem se quer distinguir o que lhe fica bem ou mal dizer, muito pelo contrário, as acompanhantes de luxo envolvem-se com homens com muito dinheiro e com uma bagagem cheia de conhecimentos.
Ao ler o artigo cheguei à conclusão que a maior parte das mulheres são uma espécie rasca de acompanhantes de luxo. Sim!!! Nós, mulheres, damos-nos ao trabalho de escolher os homens, tentamos arranjar alguém com o mínimo de formação e saber estar, geralmente tentamos primeiro conhece-los e só depois nos envolvemos, fazemos o que eles querem, ouvimos os problemas deles e somos a maior parte das vezes um ponto de apoio.
E tudo isto em troca de quê? Praticamente nada!
É que a maior parte das mulheres, e muitas delas casadas, são mal amadas, só servem para ouvir, servir e sem troca de nada. Tudo porque os homens pensam muito só neles, no seu prazer e raramente se importam com aquilo que as mulheres pensam ou sentem.
Também concordo que muitas vezes a culpa de existir uma companheira de luxo é das mulheres. Aquelas que não se sabem valorizar, não se sabem impor e se submetem às vontades de alguns homens que parecem animais não domesticados.
Enfim... As acompanhantes de luxo podem não se sentir verdadeiramente amadas, podem não ser realmente felizes, mas aproveitam os luxos, viajam e ainda ganham em média 5 mil euros por mês.
Há muitas mulheres que amam, toleram e no fim sofrem e não ganham nada.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Crusoé

Dormir, esquecer-me de ti pelo menos até amanhã. Fugir sem rumo da ilha em que deixaste. Serás tu o náufrago de longas barbas quantos anos de solidão e pele de pescador estragada pelo Sol, tu frágil e nu e o tempo tão cruel, sem cabana ou casa na árvore que não se desmorone nas noites de tempestade, todas as noites. Serás tu o náufrago que o mundo se esqueceu de salvar e gravar no mural dos Antónios e Josés explodidos em combate, serás tu, mesmo que eu me sinta mais perdida que nunca.
Tracey, LetraSoltas

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

A minha próxima leitura:
Já está na mesinha de cabeceira.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

escrevo para não falar

“No teu deserto”, assim se chama o último livro de Miguel Sousa Tavares. É quase um romance, como o próprio escritor diz. Mas mais do que isso é um livro de viagens, faz-nos entrar na história, na viagem, no deserto. Ao virar de cada página, aumenta a ansiedade e quando pensamos estar no auge de toda a história, tudo termina e da pior maneira possível.

Miguel Sousa Tavares usa cada expressão, cada frase que nos faz parar de ler e ficar uns segundos a pensar em cada palavra. Gostei sobretudo quando ele diz que “ escrever é usar as palavras que se guardaram: se tu falares de mais, já não escreves, porque não te resta nada para dizer.”

Eu falo muito e conto quase tudo, basta ver por este blogue que descreve praticamente a minha vida. Alguém disse há muito pouco tempo que eu sou um “livro aberto”. E até sou. Gosto de falar de mim, das minhas aventuras e colocar sempre um pozinho de piada e noutros casos de desespero em tudo o que me acontece. No entanto, guardo muito do meu intimo para mim. Não consigo revelar o que vai no meu ser e por isso muitas vezes apareço aqui, no blogue, a divagar sobre sentimentos e pensamentos. Porque o mais importante fica sempre por dizer. Então escrevo e fico aliviada.

E hoje é um daqueles dias em que podia escrever muito sobre coisas que nunca falei. Sim, hoje é o dia 22 de Julho, podia dizer o que este dia significa. Ninguém sabe, mas ultimamente cada dia 22 de cada mês têm uma importância especial. Não só porque tenho um número preferido, e que por acaso é o 22, mas também por outras coisas mais, que não vale a pena dizer agora. Talvez um dia escreva sobre isso. Até lá estas palavras ficam guardadas.